terça-feira, 2 de agosto de 2011

Boca Cheia: você almoçaria neste restaurante?

video
Este vídeo foi gravado por mim hoje, terça-feira, 02 de agosto às 08:30 horas. Tenho travado uma luta para que a Vigilância Sanitária e a Prefeitura de Rio Branco exija que o Restaurante Boca Cheia se adeque às condições de higiene, mas parece que não há interesse em corrigir essa situação.

O mesmo Restaurante Boca Cheia manteve recentemente um módulo em pleno funcionamento durante a Expoacre, o que significa que o proprietário do restaurante mantém algum vínculo com o Governo. Talvez isso explique porque até agora nenhuma providência foi tomada. A parte interna do restaurante, nos fundos e na cozinha, possui esgoto a ceu aberto correndo. Sinceramente não entendo como um restaurante desses consegue alvará de funcionamento e ainda mantém convênios com o poder público.

Postarei em seguida algumas fotos ainda mais chocantes que o próprio vídeo na tentativa de, entre outras coisas, exigir mais respeito da parte do proprietário e exigir que a Prefeitura tome providências pois, trata-se de saúde pública.
Estas fotos foram tiradas em dias diferentes e revelam, portanto, que o descaso e o desrespeito já é antigo. Olha que só estou mostrando a frente do estabelecimento. Imaginem como é lá atrás! Em breve publicarei, aqui mesmo, a situação da cozinha do restaurante Boca Cheia, uma vergonha!!!

Publico a seguir uma "matéria" promocional da Prefeitura Municipal de Rio Branco sobre os três anos do Restaurante Popular que tem o alimento fornecido adivinhem por que? Sr. Junior Melo, proprietário do Restaurante Boca Cheia. Como pode um restaurante, sem condições de higiene, fornecer comida para o Restaurante Popular? Isso é ou não é um descaso com os pobres que precisam se alimentar por um preço mais justo?

14 de junho de 20111

Restaurante Popular completa três anos de sucesso em Rio Branco

Para comemorar a data, Coordenadoria de Economia Solidária levou atendimento em saúde, música ao vivo e bolo de dois metros para os freqüentadores
Edmilson Ferreira
Foto: Marcos Vicentti
(as fotos foram excluídas por mim para evitar o constrangimento dos usuários)


O Restaurante Popular completou três anos no último dia 13 de junho, segunda-feira passada, como política social das mais importantes de Rio Branco. A efeméride foi comemorada nesta terça-feira, 14, com um bolo de mais de dois metros e a já tradicional e deliciosa comida produzida pelo Restaurante Boca Cheia, dono do contrato de manutenção do Restaurante Popular junto com a Coordenadoria Municipal de Economia Solidária (Comdes). O RP está localizado  na Estrada da  Sobral, uma grande região que envolve 16  bairros e uma população estimada em 70 mil pessoas.

A festa de aniversário contou também com música ao vivo e atendimento em saúde do programa Hiperdia da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Nada menos que dez técnicos da Semsa realizaram aferição de pressão arterial, teste de glicemia capilar, vacinação, orientações sobre saúde bucal, prestaram informações sobre várias doenças e vários outros serviços.

Dois grupos são freqüentadores assíduos do RP: os idosos e os portadores de necessidades especiais, além de trabalhadores que querem economizar comendo alimentos saudáveis e balanceados, cujo preparo é acompanhando por nutricionistas. “Eu gosto muito de vir aqui. Você comeu a carne? Estava tão macia...”, disse a aposentada Raimunda Mota, de 80 anos, na saída do restaurante. Outro público que faz parte da paisagem do Resturante Popular  são mães que levam seus filhos para aproveitar da boa refeição. Trabalhadores informais e empregados de empresas próximas são freqüentes. “Trabalho aqui perto e há dois meses venho aqui todos os dias. A comida é muito boa”, afirmou Iris Oliveira, que presta serviço como zeladora para uma empresa particular.

O Restaurante Popular começou a funcionar em fase experimental no dia 19 de maio de 2008.  42º a ser inaugurado pelo Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Rio Branco, o estabelecimento ocupa uma área de cerca de 1.000 metros quadrados e sua construção demandou  investimento recursos do Ministério de Desenvolvimento Social e  contrapartida do município de Rio Branco.  O MDS explica que os Restaurantes Populares são unidades de alimentação e nutrição com objetivo de preparar refeições saudáveis, oferecidas a preços acessíveis à população. Em Rio Branco, os serviços de cozinha são terceirizados, cuja concorrência pública foi vencida pela empresa Boca Cheia, comandada por Júnior Melo (grifo meu),  que mantém 20  cozinheiros e auxiliares. O restaurante funciona de segunda a sexta-feira oferecendo almoço a R$ 1 para a população de baixa renda, pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. São fornecidas cerca de  550 refeições diárias. O investimento do Ministério é de R$ 1,25 milhão com a contrapartida do município de Rio Branco de R$ 52.6 mil.

Para Júnior Melo, do Boca Cheia, trabalhar com o RP tem sido algo que traz satisfação à empresa. “É bom estar contribuindo com este projeto de alimentação e economia solidária. Só tende a crescer”, disse Júnior Melo (o Grifo é meu).  E há pessoas que  atravessam de catraia o Rio Acre ou percorrem longo caminho para comer no RP. Francisco de Assis, de 58 anos, mora no bairro do Taquari, no Segundo Distrito, e há oito meses freqüenta diariamente o Restaurante Popular.

Os Restaurantes Populares têm o objetivo de assegurar alimentação saudável e de baixo custo aos que necessitam realizar refeições fora de seu domicílio. Essas unidades tornam-se também pólos geradores de emprego e renda, pois priorizam a compra de gêneros alimentícios produzidos na própria região, com entrega direta no local, como forma de reduzir custos e garantir qualidade e geração de renda aos agricultores locais. “Compramos as verduras e hortaliças das hortas comunitárias”, lembrou Evandro Rosas, titular da Comdes.

Amigo Leo, bom dia.
 (comentário deKennedy Afonso na coluna Via Pública do Jornal Página 20)

Aproveito o grande prestígio de sua coluna para pedir que você faça uma nota reclamando do péssimo serviço que o restaurante Boca Cheia presta à comunidade. Pela terceira vez eu peço marmitex e, depois de duas horas, quando você liga reclamando da demora, simplesmente respondem que não irão mais realizar a entrega. Ou seja, onde está o respeito pelo consumidor? Se não tem capacidade, não ofereçam o serviço. Portanto, se você quer comer na hora certa, não recomendo o restaurante Boca Cheia. Com certeza, você vai ficar de barriga vazia. (Kennedy Afonso - servidor público federal)

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